Presidente da associação Raríssimas roubou 350 mil mas diz que foi uma cilada

Esta pessoa foi presidente duma associação de deficiências mentais raras. Vai-se a saber e andava a gastar aos 400 euros em spas no Brasil. Agora, deve 350 mil à associação Raríssimas.

Roupas de luxo, férias e carros de alta cilindrada terão sido alguns dos bens alegadamente adquiridos com recurso a verbas da instituição particular de solidariedade social.

Mas nem sempre Paula Brito e Costa teve uma vida desafogada. Há sensivelmente 20 anos, quando começou a pedir apoios, tinha apenas um quiosque em Lisboa. Em 2002 funda a Raríssimas – Associação Nacional de Deficiências Mentais Raras e torna-se numa papa-doações tende recebido 1,5 milhões de euros sendo metade destes pagos pelo estado com os teus impostos.

A defesa qu’esta apresentou foi acusar também a vice-presidente da sua instituição de desvios de fundos (57 mil euros).

Paula Brito e Costa recebia um salário base de 3 mil euros mensais, ao qual acresciam 1300 em ajudas de custo, 816,67 euros de um plano poupança-reforma e ainda 1500 euros em deslocações — um total que ultrapassa os 6500 euros. D’ordenado! Numa instituição sem fins-lucrativos!

A presidente recebia ainda o aluguer de um carro de luxo com o valor mensal de 921,59 euros e compras pessoais que a presidente da Raríssimas faria com o cartão de crédito da associação.

“Ó minha badalhoca, ’tás cá hoje? Vens buscar umas doações não é Cavaca?”

O escândalo levou à demissão do então secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, e afastou a presidente da associação que agora quer 350 mil para ficar tudo bem outra vez. Enquanto isso, fica aquela certeza que estas instituições de solidariedade social são bom negócio para levar uma vida boa à custa dos doentes. Fica registado.

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