Que música ouve um homem zangado? Quais os melhores discos de Rock que algum dia poderei ouvir? Não desesperes mais que eu ajudo! Aqui ficam 30 discos sem os quais já não consigo viver.

THE DOORS – The Doors (1967)

Descobri Doors quando tinha sete anos. Até hoje são tudo. Escolhi o disco homónimo só por conveniência já que toda a discografia é para lá de genial. São às centenas e de todos os géneros os artistas que estes quatro influenciaram e nunca haverá nada igual. Se conheces, ouve outra vez, se não conheces, ascende!

ROGER WATERS – … Amused to Death (1992)

Dizer que este disco me mudou a vida é muito pouco. Para além de ser uma das melhores horas de música que já foram feitas, tem das melhores letras que alguma vez ouvirás na tua vida. É óbvio que ainda encontrarás Pink Floyd por aqui, mas este disco… cum caraças. Na falta de bytes para o descrever (não chegavam 2 gigas de texto!) ouve e deixa-te ir.

NIRVANA – Nevermind (1991)

O meu people das camisas de flanela sabe que este não podia faltar. A rebelião que isto causou foi uma das melhores coisas que a década de 90 teve e Kurt e companhia terão para sempre lugar no panteão dos deuses do Rock. Provavelmente a k7 que mais ouvi na vida.

PINK FLOYD – The Wall (1982)

Quando levei com um concerto em Berlim nunca mais consegui largar esta obra-prima. Qualquer ser humano deveria ser OBRIGADO a ouvir este disco. Musicalmente não tem qualquer tipo de falha e o conceito que o envolve é tão actual que se torna absurdo. Não podes dizer sequer que gostas de música enquanto não o ouvires!

TOOL – Ænima (1996)

Foram quase 10 minutos para decidir se este ou o Lateralus. Os Tool não são uma simples banda mas antes uma mensagem sonora do universo. Das melhores letras “Learn to swim, learn to swim, learn to swim” às melhores linhas de baixo que já ouvi num disco, os Tool têm tudo o que é preciso para justificar os milhões de apreciadores que têm no mundo.

RAGE AGAINST THE MACHINE – Rage Against The Machine (1992)

E por falar em letras capazes de inspirar revolta no mais calmo dos seres: Rage Against the Machine. Com uma discografia sem falhas e um dos melhores e mais inovadores guitarristas deste planeta, eram muita vezes o lado B de k7s que nos mudavam a vida. Ainda hoje se ouvem versos deles ditos por milhares em manifestações e isso diz muito da genialidade destes catraios.

FAITH NO MORE – Angel Dust (1992)

E por falar em génios; Mike Patton. De Fântomas a Tomahawk há todo um mundo de música Avantgarde para descobrir deste senhor mas a banda com o melhor nome de sempre (na minha opinião, claro está) merece todo o culto que tem. Especialmente porque ainda andam a lançar discos geniais como o recente Sol Invictus. Este continua a ser o meu ligeiramente preferido de uma discografia a que recorro semanalmente.

METALLICA – … And Justice for All (1988)

E por falar em k7s que roubei ao meu irmão mais velho, o que esta me fez mal ao pescoço. Continua a ser o meu disco de Metal preferido e mesmo com uma produção que toda a gente se queixa, acho que estas riffalhadas são do melhor que há. A juntar a isso, das melhores letras que esta gente já escreveu.

CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL – Creedence Clearwater Revival (1968)

Se algum dia te passar pela cabeça aprender a tocar guitarra eléctrica existe uma banda que não poderás ignorar. Foram uma das maiores influências de todos os músicos bons que conheço e têm uma discografia absurda em termos de qualidade. Pega num best-off e vai andar de carro/mota nas tuas próximas férias e depois diz-me alguma coisa.

THE SISTERS OF MERCY – Floodland (1987)

Mesmo mesmo mesmo empatado com o “Vision Thing” estes sempre foram os meus preferidos do Post-Punk. E já sei que os fãs de Joy Division, Siouxsie And The Banshees, Bauhaus ou Christian Death são bem capazes de me odiar, mas os Sisters é que a sabiam toda.

NINE INCH NAILS – Pretty Hate Machine (1989)

E por falar em góticos não-assumidos, eis Trent Reznor! A discografia dos NIN é bem capaz de ser uma das mais refrescantes que alguma vez ouvirás. E mesmo que o Downward Spiral esteja ao mesmo nível, nada como começar um disco com uma Head Like a Hole.

MARILYN MANSON – Mechanical Animals (1998)

Por falar em Nine Inch Nails, uma banda que não existira sem eles seria Marilyn Manson. Trent produziu o soberbo “Antichrist Superstar” e ajudou Brian Warner a ser descoberto. O pico criativo destes malucos aconteceu com Mechanical Animals um disco sem comparações ou rivais até aos dias de hoje. Cheira a Glam, cheira a Bowie, cheira a Bolívia, enfim. Uma mescla como poucos conseguiram fazer e que cimentou Marilyn Manson como algo mais do que uma cópia de Alice Cooper.

MÃO MORTA – O.D. , Rainha Do Rock & Crawl (1991)

E por falar em Shock Rockers, eis os nossos Mão Morta. Bem mais do que o seu sucesso “Budapeste”, os bracarenses continuam vivos e de boa saúde. Já os vi ao vivo umas boas dezenas de vezes e assim continuarei a fazer sempre que o preço do bilhete se justifique. A discografia merece toda ela uma audição muito atenta mas o O.D., Rainha do Rock & Crawl foi o meu primeiro e continuará a ser o meu preferido.

SYSTEM OF A DOWN – Toxicity (2001)

Por falar em almas inquietas: System of a Down! São uma espécie de “o que ouvir depois de Rage Against The Machine” mas têm também uma discografia invejável. Conheci-os com este Toxicity e foi provavelmente o disco que o meu Diskman (velho, estou a sentir-me velho!) mais rodou. Muito destaque para projectos a solo dos seus membros como Scars on The Broadway e claro, Serj Tankian.

GUNS ‘N’ ROSES – Appetite For Destruction (1987)

Por falar em bandas que inspiram motins (o que neste caso chegou mesmo a acontecer), outros colossos dos anos 90! Com explosões de testosterona e a magia de Slash os Guns ‘n’ Roses duraram pouco mas fizeram mesmo muito e não passar os ouvidos pela discografia deles é pecado. É mesmo, confirmei com o JC.

AC DC – Back in Black (1980)

Quando um disco vende 51 milhões de cópias, é porque vale a pena ouvir. Directamente ligados à minha libido, os riffs de AC DC são doutro mundo. Com uma discografia sem falhas, o Back in Black é talvez o seu disco mais conhecido e uma obra essencial para quem ousa dizer “Rock”.

RAINBOW – Rising (1976)

O que é que acontece quando metes o guitarrista de Deep Purple e Dio na mesma banda? Rainbow! Falar em Black Sabbath ou Led Zepplin (geniais ao cubo) e esquecer estes senhores é pecado do grosso. O Rising é uma mera referência já que a discografia da banda merece várias audições.

SCORPIONS – Taken by Force (1977)

O que muita gente não compreende é que os Scorpions já andam nisto vai para muito tempo! Se ficaram muito conhecidos pelas baladas, raro é o disco da sua extensa discografia que não vale a pena. Escolhi este porque… Sails of Charon!!

DICK DALE – Unknown Territory (1994)

Este entra para o meu top 5 de guitarradas do mais épico que há. Dick Dale ficou mais conhecido pela melhor banda-sonora que o Tarantino mandou cá para fora, mas este disco é uma autêntica pérola, em especial, o tema que dá nome ao mesmo.

ALICE COOPER – Thrash (1989)

Quando vou de férias a primeira coisa que meto no leitor de mp3 é este disco. Alice Cooper foi uma lufada de ar fresco que até hoje continua a saber bem ouvir. Glam ligeiramente mais negro que o habitual e tão bom que é.

DEAD KENNEDYS – Give Me Convenience Or Give Me Death (1987)

Voltando ao meu tipo de Rock preferido (o “com mensagem”): não fica mais Punk do que isto. Jello Biafra é um dos meus heróis e continua a dar que falar todos estes anos depois. Pior ainda, as letras de Dead Kennedys continuam actuais como se tivessem sido gravadas ontem. Uma pena já não se fazerem bandas assim.

WHITE ZOMBIE – Astro-Creep: 2000 (1995)

Fico sempre impressionado com quanta gente desconhece esta pérola. A banda de Rob Zombie (que tem feito actualmente umas coisas muito giras com John 5, ex-Marilyn Manson) tem neste Astro-Creep: 2000 um colosso de bater o pézinho do princípio ao fim. Tresanda a Ministry (muito bons!!) mas não deixa de ser uma beleza.

RAMMSTEIN – Herzeleid (1995)

E por falar em Rock Industrial, quem diria que uma banda alemã iria ter o mundo a seus pés. A verdade é que os Rammstein sempre foram uma máquina afinada e, pura e simplesmente, não têm discos maus. Quando ouvi este Herzeleid fiquei agarrado para o resto da vida. Se não ouvires a discografia completa estás, garanto, a perder muito boa música.

THE STOOGES – The Stooges (1969)

Por falar em gente que gosta de andar em tronco nu. Iggy “Fucking” Pop! Quando ainda toda a gente andava na paz e no amor, estes grandes malandros já estavam a semear o Punk, o Rock, o Metal e o raio que os parta. Se achaste que os Rolling Stones eram muito à frente para o seu tempo, falta-te mesmo ouvir The Stooges. E já agora a discografia completa de Iggy Pop!

BLACK SABBATH – Black Sabbath (1970)

E por falar em pioneiros, a banda de Tony Iommi revolucionou a música de uma maneira que é difícil de compreender hoje em dia. Só existiram Judas Priest, Motörhead e praticamente tudo o que é Metal porque os ex-Earth (chamavam-se assim) decidiram fazer um disco bem mais negro do que qualquer outra coisa que existia no mercado. Ozzy Osbourne à mistura e eis um clássico que tem mesmo de ser ouvido (assim como a restante biografia, Dio “years” inclusive!!)

LED ZEPPLIN – I (1969)

E mais um clássico para lá de obrigatório. Para além do melhor baterista de sempre (ouvir Moby Dick), os Zepplin eram formados por um conjunto de músicos de elite e o resultado está à vista, tendo presença garantida em qualquer top ten que meta Rock ao barulho. Foram a banda-sonora para uma adolescência bem regada e graça a deus qu’assim foi!

MUSE – The 2nd Law (2012)

Quando vi uns putos aos saltos nunca pensei que se fossem tornar o que se tornaram hoje em dia. Os Muse cresceram exponencialmente ano após ano e são agora uma das poucas bandas que Rock capazes de encher estádios, mandar umas guitarradas decentes e embrulhar tudo em letras muito, mas muito bem conseguidas. Destaco este por ser o mais coeso na sua diversidade (#inchaJorgeJesus) mas também não lhes encontro um único disco mau.

QUEENS OF THE STONE AGE – … Like Clockwork (2013)

Outra cambada que adoro de paixão são os Queens of The Stone Age. Curiosamente – para je – atingiram a perfeição com o seu mais recente disco que é… *inserir sinónimos para espectacular*

NICK CAVE & THE BAD SEEDS – Murder Ballads (1996)

Desde dos seus tempos em Birthday Party que este rapazola faz coisas muito, muito interessantes. Este Muder Ballads sempre foi o meu preferido e continua a destacar-se numa extensa discografia que merece uma audição atenta.

TYPE O NEGATIVE – October Rust (1996)

Outro clássico dos 90 que me fez muito feliz. Tête-à-tête com o “Bloody Kisses” a javardice e qualidade musical abraçam-se na plenitude e um dos poucos vocalistas que pousou nu na Playgirl continua a ser uma referência para milhares neste mundo. Aliás, qualquer banda que tenha uma música e um videoclip assim merece todo o respeito:

E pronto, chega de te dar música! Relembro que não há aqui outra ordem que não a da minha frágil memória e que claro, faltam mais uns… 435345345 (?)

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