Como os livros estão caros, ando a ler os que tenho cá em casa outra vez. Comecei por um chamado “A Bíblia”. Depois de cuidada leitura, descobri que muitos dos 66 livros que a fazem, eram de facto códigos de conduta, um pouco como as leis sociais que nos impedem de andar com a genitália ao léu em público, por exemplo.

Ora, fiquei com medo do que descobri, embora para um Homem a coisa nem era tão má assim. Verifique-se:

MULHERES? EMPREGADAS, OBVIAMENTE
O Velho Testamento deixa claro que as mulheres deveriam ser empregadas dos seus maridos. Mesmo proletariado!, não só com deveres mas também com direitos. Uma mulher dispensada pelo marido, poderia por exemplo, solicitar uma carta de recomendação que a catraia poderia usar para se candidatar a outra vaga para esposa.
E vagas, não faltavam. Afinal, a Bíblia é explicita: um homem pode ter quantas mulheres conseguir comprar e sustentar.

A poligamia não era excepção mas sim a regra. O maior deles todos era o Rei Salomão, um garanhão puro-sangue que segundo reza a lenda que tem tudo para ser verdade, tinha 700 esposas e 300 concubinas. Mama aqui ó Heffner!

Bom, também existiam regras para os momentos mais infelizes. Por exemplo, com a morte do marido, a viúva teria que casar com o irmão deste para manter o matrimónio (não tendo irmãos, perderia todos os bens e era gozada pelos ranhosos dos putos na rua sempre que passava).

JUSTIÇA UM BOCADO INJUSTA
Em termos de leis, à semelhança das sociais, também faziam todas muito sentido. Verifique-se:

Ter relações sexuais com uma virgem era crime, ainda que julgando de forma diferente. Ou seja, se a penetração aconteceu na cidade, matavam os dois, se no campo, matavam-na só a ela.

Morte era também a pena por adorar outros deuses. Só Moisés mandou 3 mil Judeus para uma vala comum por causa disso. Também já li qualquer coisa sobre um tipo que matava judeus, se calhar foi ao Moisés que foi buscar inspiração.

Ser acompanhante ou prostituta mesmo, era muito complicado também. Já que a pena era também de morte, mas neste caso à pedrada. Excepção claro para as filhas de Sarcedotes, que apanhadas em tais aventuras, deveriam ser queimadas vivas por causa das coisas.

Caça-à-multa. Não há outro nome para a regra que multava os homens que depois de tocarem numa mulher menstruada (mãe, mulher, irmãs, etc inclusive) não poderiam sair de casa por 7 dias. Ao saírem, pimba, multa! Não faço ideia como fiscalizavam isto.

SEXO e HOMOSSEXUALIDADE
Masturbação, ’tá quieto! Nem ele, nem ela. Ter relações com animais já na altura não era bem visto, e a pena, para simplificar, era de morte.

Dois homens? Pena de morte. Menos para o Rei David que tinha um amigo no filho do Rei Saúl. Entre outras poucas vergonhas, há disto sobre os dois: “depois de tirar as roupas, deita-se com David. E inclinou-se 3 vezes, e beijaram-se um ao outro” (Samuel I).
Portanto, fico sem perceber qual a incompatibilidade com a Igreja Católica e os Movimentos do amor livre e isso.

Todos – repito, todos – quantos forem baptizados devem ser circuncisados.

Para terminar, constatei que a palavra “vinho” é citada mais de 200 vezes. Não há coincidências.

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