Andei 4 dias bêbado na Feira Medieval de Caminha

Ora chego a à terra pa’ir ao meu restaurante de eleição beber uma de vinho da casa, quando sou recebido pela Feira Medieval de Caminha. Fica a reportagem possível d’um gajo que bebeu sangria a mais.

A moda das feiras medievais continua de vento-em-popa e o Município de Caminha não quis ficar de fora desta eficaz forma de sugar dinheiro a turistas.  No meu caso resultou na perfeição. Enquanto a Zangada esvaziava as bancas de bijutaria, eu ia ajudando os comerciantes de sangria. Já o Zangadinho tem, por esta altura, mais espadas de madeira que muita escola medieval.

Pela proximidade a Espanha, uma boa parte dos comerciantes eram nuestros hermanos, tornando-me – como seria de esperar – num poliglota instantâneo. Aposto que o Jorge Jesus ficaria orgulhoso de mim.

Entre o comércio, destaco o avozinho que fazia e personalizava on-site brinquedos tradicionais. O Zangadinho perdeu a cabeça e eu perdi 10 a 20% do meu ordenado. Já a Zangada, perita em conseguir o melhor ao mais baixo preço, ficou tola com a banca da Vera Serôdio ( http://www.facebook.com/veraserodiomacrame ).

Dizer ainda que andava por lá uma gente a vender Crepes Medievais (certamente comia-se imenso disso na época!) com filas que nunca mais acabavam. Palavra d’honra. Faturaram uns 200 euros por minuto. No mínimo. Provei e eram muito bons mas como já estava bêbado (nota-se pela foto, aliás) não lhes perguntei o nome.

Feira Medieval de Caminha 2017
Feira Medieval de Caminha 2017 – Crepes Feitos ao Lume

Felizmente não faltou animação, com muita performance de rua onde se destacaram os artistas do Teatro e Marionetas de Mandrágora. Uma versão rápida e muito engraçada da história de Portugal para pequenos e graúdos. Ri-me até entornar a cerveja artesanal do sôr Horácio. Muito, muito bons!

E claro, não poderia deixar de destacar os espectáculos equestres que foram acontecendo ao longo dos dias e qu’ainda me valeram um cachaço só porque fiquei muito bem impressionado com a força de coxas d’uma cavaleira que lá andava.

Comi mais carne de porco que a minha ex, e basicamente, a Feira Medieval foi tão boa, que prometo voltar na esperança que hajam mais casas-de-banho. É que espalhei sangria por tudo o qu’era beco escuro.

Resta terminar com um excelente vídeo do jornal regional de Caminha onde, felizmente, não aparece um borrachão que já nem precisava pedir nas barracas. “Mais uma das grandes?” diziam-me com um sorriso. Isto realmente não há simpatia com’a minhota!

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