Entrevista ao imparável PUMPUM

Ele anda a dominar com uma força que nem é bom e é já um dos bloggers nacionais mais interessantes de seguir. Senhoras e senhores, o inigualável PUMPUM em discurso directo!

As más-línguas (e nós os dois temos sempre bastantes!) vão dizer qu’esta entrevista é a paga da maravilhosa conversa que tivemos!

Até é! Estamos a falar de montantes na casa dos sete dígitos. Mas tínhamos combinado que a introdução ia ter mais elogios à minha pessoa. O meu ego não se contenta com tão pouco. Quer sempre mais! E eu sou mais! Quem é que aqui não me conhece? Não sabem que eu sou o Imperador do Gaming Competitivo online? Não sabem a imensidão de medalhas, taças e troféus que tenho por rebentar com crânios? Isto no jogo, claro! Calma. Não tirem o que disse do contexto. Tenho uma marquise com todas as minhas conquistas. Isso faz de mim um Campeão indiscutível. E um vencedor nato. Nasci para vencer. Eu sei, ser eu é bem melhor do que tu – que lês esta entrevista – seres tu. É por isso que eu sou o PUMPUM e tu só jogas Minecraft e Lego Batman!

Mai nada! Mas olha! gosto genuinamente do que fazes e especialmente como o fazes. Aliás, és dos poucos bloggers portugueses que não traduz artigos de outros sites e escreve bem mais caracteres do que o Adsense obriga. Esse esforço vale a p€na?

Eu digo-te sem tretas que gosto do que faço. Só me arrependo de ter começado este blog tão tarde. Devia ter começado já há dois ou três anos. Não gosto de pensar pela cabeça dos outros. Gosto de pensar pela minha. Mesmo que vá contra tudo e todos e algumas ideias pré-definidas ou pré-estabelecidas. Nada contra quem tem uma escrita mais leve ou mais curta. Mas eu para passar a informação que quero passar tenho mesmo de a escrever. Se não escrevo o que quero escrever com cabeça, tronco e membros não dá para transmitir o que penso. Detesto ler um post e aquilo, grande ou pequeno, não dizer nada. E cada vez há mais disso. Até fico a pensar, “mas aquilo dizia o quê?”. Para mim vale a pena o esforço. Como há tanto blog o esforço tem mesmo que ser muito grande para se ter visibilidade. A parte monetária, para já, não é importante para mim. Mas caso tenha a possibilidade de facturar algo com o blog fá-lo-ei sem qualquer tipo de complexo. Mas os textos grandes e descritivos não vão desaparecer por isso.

De filmes a música, de artigos de “como fazer” a textos de opinião, encontramos um vasto leque de assuntos no teu blog. Fazes o site que gostarias de ler ou é tudo na base das keywords e trends?

Eu faço mesmo o blog que quero fazer. Seja a escrever ou a ler. E por isso sei que não é para todos. E também não quero que seja para todos. Porque quando se quer fazer para todos acaba-se a não se fazer para ninguém. Obviamente que daquilo que escrevo sei tirar partido das keywords apropriadas ao texto para ganhar visibilidade nos meios correctos. Mas seja como for há que saber ter o blog bem cotado em SEO e Keywords. Só me falta começar a fazer vídeos no meu canal de YouTube em que ensino algumas dondocas feias a maquilharem-se. É um problema de saúde pública e mental que não está devidamente diagnosticado para se começar com o correcto tratamento. A mentalidade com que faço os textos, seja do que for, é sempre a partilha. Eu escrevo para partilhar. E não para condicionar, moldar ou manipular. Isso deixo para McFat McFucks que têm blogs a plagiar nomes de personagens da Disney e acham que por comerem toneladas de sushi são lindas! Love you, Babe! E aqui Babe não é uma gaja boa. É aquele porco do filme que vai da quinta para a cidade e perde-se.

Outro grandessíssimo win teu é o novíssimo podcast Experiência Estereofónica que tem já alguns dos melhores e mais interessantes convidados! Que tal está a ser a experiência? Tem sido fácil encontrar convidados? É algo que esperas manter durante muitos anos?

Até agora está a superar as minhas espectativas. Não que fossem altas, mas já vi muita coisa ser bem-feita a não dar em nada. E é algo cada vez mais comum no mundo digital e não só, projectos bem feitos e não há quem os “consuma”. Estava, e estou mentalizado para que pode falhar ou correr menos bem. Mas foco-me em construir e evoluir o conceito e não querer ser mais um. Quero e faço por ter o meu podcast com as características que considero interessantes para quem dispõe do seu precioso tempo para ouvir uma conversa entre dois desconhecidos. Eu não tanto, mas há convidados que são mais desconhecidos que uma doença rara. Por uma questão de respeito para com eles não vou dizer nomes… Elas sabem quem são. Ter convidados e convidadas não tem sido difícil. Há quem tenha interesse genuíno, há quem tenha interesse com segundas intenções e até há quem diga sim, mas é um não. Sim, quero fazer este projecto a longo termo e evoluir todas as vertentes do Experiência Estereofónica. Pelo menos todas as semanas tenho convidado ou convidada. Não preciso de meter imagens em grupos de Facebook a mendigar por pessoas para escreverem numa revista online falhada. Oh, tu! Muda o nome da revista para Going Nowhere Fast.

Nesse mesmo espaço descobri que já andaste a comentar Wrestling e que, no fundo, és uma bíblia humana de conhecimento sobre o ramo! Falamos na WWE mas não referimos a Liga Portuguesa! ‘Tás a par disso? Achas que num futuro distante é possível ter algo minimamente bom em português ou estaremos, como público, eternamente condenados a eventos no ginásio das escolas secundárias?

Eu descobri Um Homem Zangado por via do wrestling. Deixaste um comentário no final de uma emissão. E a partir daí comecei a seguir Um Homem Zangado. Mas deixa que te diga uma coisa bastante séria. Falámos de wrestling vários níveis acima do que o João Carlos Jarcâncio faz com os seus namorados naqueles directos deprimentes nos quartos da casa dos pais e na marquisa. A Liga portuguesa… Hmmm… Não existe. Existem uns grupos… Uma bem-feita e outras a tentar fazer bem-feito e a falhar à grande. Acredito que dos vários grupos que existem cá em Portugal, apenas um esteja mais apto a ter sucesso e actividade regular do que os restantes. E o tempo tem mostrado isso. O wrestling para funcionar cá como modalidade precisa de gente mais humilde e capaz, do que de egomaníacos completamente desconhecidos de tudo e todos que acham que são superstars da WWE. E não são. Aliás, como é que alguém pode dizer que é treinador de algo que não sabe e aprendeu sozinho, e mal? É este o tipo de cromo que há em várias organizações de wrestling made in Portugal. Eventos de wrestling a encher grandes palcos e arenas de Portugal com material português ou exclusivamente português, pelo que há e se vê, não vai acontecer tão cedo. Acima de tudo porque não há mercado. E isto precisa de mercado porque no fim do show há contas a pagar. E também porque um artista que para aí anda consegue queimar tudo onde se mete, o que fecha as portas a outros que depois queiram fazer idêntico, mas bem feito.

E por falar em Portugalidades; sempre é verdade que chegaste a arregaçar mangas e meteste-te no fascinante mundo da política? O que achaste da experiência? Vale a pena ingressar num partido e tentar mudar as coisas ou está tudo tão mau que já nem vale a pena?

Infelizmente é verdade. Esse vil mundo de mediocridade, falsidade e saque do erário público. É por isso que tive de sair desse meio. E muito seriamente não aconselho malta séria e inteligente a meter-se nisso. E muito menos a pensar que vai conseguir mudar o lixo que está instalado. Não vão conseguir. Falo por experiência própria. Não se metam no lixo porque ainda saem de lá cagados. O que não é bom para os olhos e muito menos para o olfato. Aquilo é bom para quem não tem coluna vertebral. Se querem dormir bem à noite não se metam nisso. Esta malta quer fazer daquilo uma vida vidinha de entretenimento, intriga e saque. Não estão minimamente interessados em encontrar soluções seja para o que for. A única solução que procuram é para a necessidade de ficarem ricos com o mínimo esforço.

Voltando às Internets. Achas que com o crescente controlo e, no fundo, censura dos gigantes como o Facebook ou Google (que ainda no último mês voltou a atualizar o seu infame algoritmo para não apresentar nada que não sejam “real news”!) haverá alguma hipótese de manter a Internet livre e realmente democrática?

Eu sou a favor de uma internet completamente livre. Mas o grande problema com a constante desinformação é que a mesma vem de todos os lados. Tanto de grandes publicações como das que se situam nas franjas. Ambas abraçaram a ignorância, a manipulação, a deturpação e a mentira como forma de chamarem à atenção e obter os preciosos cliques para com isso venderem espaço publicitário aos anunciantes. Deixaram de ter factos, independência e objectividade. Nem neutralidade têm. Têm sim, às claras, agendas concretas de contaminação da opinião pública. É que o tal “filtro” para ser “justo” devia abranger todas as publicações que recorrem a estas tácticas de mentir descaradamente ao leitor. E depois admiram-se que a malta não esteja para pagar por notícias. Não, por mentiras não está para pagar. Para notícias a sério a malta até está disposta a pagar. Se a chamada Net-Neutrality acabar nos EUA acredito que muita gente no Continente Europeu vai sentir-se à vontade para propor o mesmo tipo de censura e restrição. As “real news” estão em vias de extinção.

És também o meu “go to guy” quanto a novidades de jogos. Como sensuais trintões qu’ainda jogam, acreditas que seremos a primeira geração de avozinhos agarrados às consolas e jogos online? Como vês o futuro da indústria?

Agarrados às consolas e a gajas boas acredito que sim. Estes putos de agora não sabem o que é bom. Eles nem sabem o que são bons jogos! Para mim, actualmente, as consolas não fazem qualquer sentido nem existe já, a meu ver, uma real necessidade que elas estão a preencher.
A tecnologia evolui a tal ritmo que torna uma consola em algo completamente obsoleto e excessivamente caro no momento de lançamento. O fim das consolas como algo para as massas, porque acredito que vão existir projectos de pequena escala para manter a paixão viva, é algo que vejo como natural, mas muito atrasado. E não vai beliscar o mercado dos videojogos. Fazer jogos para PC é muito mais barato e rentável do que fazer para uma consola. Podem perguntar como se explica que ainda existam três grandes empresas no mercado. Mal ou bem elas vão existir sempre. Mas tal como a Sega algumas ou desaparecem por completo ou convertem-se apenas para produzir jogos. Produzir consolas não é rentável. As empresas, excepção nesta geração para a Sony, estão a vender as consolas abaixo do preço de custo. Querem ganhar dinheiro com os jogos. O que é uma jogada arriscada e não é viável no médio prazo. Acho que estão a adiar a morte inevitável destas máquinas. Há consumidores porque são levados pelo marketing bastante agressivo. A única empresa que eu acredito que se mantenha viva a fazer consolas é a Nintendo, mas com um volume de negócio de nicho. Outro aspecto da industria, mas a meu ver negativo, é a forma como actualmente estão a ser lançados videojogos, principalmente para PC. A moda do Early-Access. Jogos inacabados que são vendidos ligeiramente abaixo do preço final com a promessa de tal ser assim para obterem comentários e sugestões para melhoramentos. O que se está a passar com este modelo de negócios é que há projectos que estão há três anos neste estado de pré-alpha sem qualquer evolução palpável e real na jogabilidade e mecânica de jogo. Mudam o aspecto dos menús aqui e ali, corrigem um erro mas estragam propositadamente coisas bem feitas para se andar sempre à volta do mesmo. E com isto o tempo a passar… De um dia para o outro lançam um suposto grande update ao jogo em que metem um sistema de micro-transações dentro do jogo para teres acesso a itens vários. Mas tudo isso mediante pagamento adicional. Estão a querer tirar mais dinheiro de quem já pagou pelo jogo. É triste mas parece que está para durar esta abordagem e cada vez mais gente se serve deste modelo para “financiar” a criação de um novo videojogo.

Tendo em conta o elevado número de haters que tens, já consegues fazer um perfil típico? O meu é frustradas de direita entre os 25 e 35. E o teu, imaginas?

Eu acho uma piada brutal aos tipos e tipas de Direita que se dão ao trabalho de dizer tudo o que alguém de direta diz, mas dizem que não são de Direta. E que ao mesmo tempo também não são de Esquerda. Que estão fora desses rótulos. E que dizem as maiores baboseiras e alarvidades, mas com uma convicção tal que acreditam nas próprias mentiras e fantasias. Filhos e filhas, vocês nesta situação não desistam da lobotomia. Cura o vosso problema. O perfil típico do hater que me persegue é esmagadoramente feminino. E digo esmagadoramente porque são todas gordas, feitas, más, frustradas com a falta de vida própria. Têm baixa auto-estima. A vida sexual é má ou completamente inexistente. Não têm amigos de verdade e acham que as caixas que os CTT deixam com maquilhagem que compraram e metem no Instagram a dizer que foi oferta lhes serve dá amizades reais. As idades destas McFat McFucks são várias. Umas começam bem cedo aos 18 anos de idade e segue até aos 45. Há muita gente a odiar a vida que têm, mas a fazer de conta que está tudo bem. Se eu fosse feio como vocês são feias, com ou sem maquilhagem, também era feminista e odiava homens. Continuem a sonhar! Eu ser eu é muito melhor do que vocês serem vocês!

PumPum, o que diz o teu histórico do Browser?

Diz que eu sou um perigoso heterossexual. Isto só para começar. Mas agora passei o CCleaner e já não diz nada! Ora bolas! Logo agora que ia partilhar coisas engraçadas que há na internet. Eu até só me meti a usar PC porque disseram-me que havia mais coisas para além de mulheres nuas. Mas esqueço-me sempre de ir ver outras coisas para além de mulheres nuas. Um dia vou conseguir concentrar-me e ver mais coisas.

Caríssimo, foi um prazer. Sei que não é tarefa fácil, mas pedia-te que partilhasses connosco as 5 coisas que mais te Zangam nesta vida. Por ordem crescente se possível!

Eu é que te agradeço o convite. Em anexo segue o meu IBAN para fazeres a transferência para a minha conta Offshore nas Ilhas Caimão do montante que acordámos para te conceder esta entrevista. Tenho a PAMPAM na cama a ressonar. Acho que lhe dei comprimidos a mais para ela estar sossegada durante a entrevista. Porque estar calada é impossível, tal como a Tininha Ferreira da TBIU. Isso é fácil. Difícil era se pedisses as cinco coisas que menos me irritam na vida! Algumas são repetidas, e são pessoas, mas é mesmo porque me irritam!

João Carlos Jarcâncio
McFat McFucks
João Carlos Jarcâncio
McFat McFucks
Porquinha Babe

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