O Meu Conto Erótico sobre a Cristina Ferreira

“Parei o carro em frente à Endemol. Graças a deus já vinhas rouca”. E é assim que começa um conto erótico que já escrevi há muito tempo mas só agora tive coragem de lançar.

PELO AMOR DE DEUS, BERRA BAIXO

Um conto erótico por Um Homem Zangado

Parei o carro em frente à Endemol. Graças a deus já vinhas rouca. Começaste logo a falar dele mas silenciei-te com o indicador. Mantive a pressão. Como quem diz: “calas-te e chupas?”. Mas não disse. Sabia que gostavas de mais mistério, mais romance, mais coisas que viste em filmes porque no fundo és tão epidérmica quanto pareces. E por isso levei-te a um motel caro mas fiquei-me pela suite mais barata.

Entramos. Quiseste pedir uma Don Perrignhon mas como já estávamos a dia 12, pedia só meia sangria e deixei cair de propósito mais gelo e fruta no teu copo para o meu render mais.

Perguntaste-me porque não te tinha enviado mensagens picantes hoje. Disse qu’agora tenho um tarifário novo que se não carregar fico sem os SMSs gratuitos e passado uma semana nem receber chamadas consigo. Dás-me uma nota de 50 e finjo d’imediato que estou interessado no que me vais dizer ao ouvido, apesar de ainda assim ter medo que me dês cabe do tímpano. Sussurras:

“Quero experimentar coisas novas…”

Imagino de imediato que queres finalmente levar nele e que nem sequer trouxe nada para ajudar. Ligo para a recepção e peço dois pães com muita manteiga.

Afinal querias só que t’atasse à cama. “A sério?!” pensei eu. Mas atei-te até porque tinhas as mãos ásperas e para arranhões já me chegavam os que me fazias com os dentes. Pedes-me para ligar a televisão de forma a vermos “filmes pornográficos”. Expliquei-te que nos móteis só existem dois ou três canais e que a maioria só passa conteúdo do Brazzers.

Disseste sem hesitar: “quero loucura”. Mostrei-te d’imediato a minha factura da EDP.

E eis que começaste a chorar. Nem a rouquidão te parou. Gritavas como se realmente estivesses a ser comida por um homem que te ame. “Calma Tina” disse-te. Não quiseste saber. Ligaste o AiPhonePad e começaste a juntar palavras porque te lembraste que muitos homens são insensíveis e qu’isso até podia ajudar a vender umas revistas.

Peguei nos 50 euros e fui gastá-los numa brasileira por cima do café estádio. Afinal de contas, ela não tem parvinhas que a sustentem.

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