A inesperada relação entre Vítor do Ouro e o Juíz Carlos Alexandre

Continua o julgamento de Vítor do Ouro que, segundo a acusação, era um dos maiores traficantes do Porto. Fui saber o que o juiz Carlos Alexandre acha disso.

Noite de Natal de 2015. Cheia de aparato, entra a bófia pela casa do Vítor a dentro e prende toda a gente. Foi apreendida uma mala com dois quilos de droga, que estavam na casa de Liliana Queirós. Na altura, a Polícia Judiciária surpreendeu a arguida com Fernando Jorge, outro arguido deste caso que se encontra em parte incerta.

Vítor do Ouro, Liliana Queirós e Carla Almeida estão por isso acusados de tráfico agravado. Segundo a acusação, ‘Vítor do Ouro’ conseguia lucros elevados com a venda da droga. Por dois quilos de heroína arrecadava 56 mil euros. (nem tava caro!)

Bom, o Correio da Manhã delirou-se porque o Vítor é amigo do Macaco. Normal. Pessoal da Sé. Conhecem-se todos.

Seguimos Juntos & Misturados!?⚪️?

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E O QUE É QUE TEM A VER COM ISTO O JUIZ, ZANGADO?

Basicamente apresentou uma ideia que continua a ser ignorada pela sociedade portuguesa. Esperemos que não por muito tempo que até a Flakka já chegou a Portugal ( http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-06-07-Autoridades-preocupadas-com-consumo-de-droga-zombie-em-Portugal ). E que ideia é essa?

No discurso que apresentou nas Conferências do Estoril, o juiz Carlos Alexandre defendeu a liberalização de algum comércio de drogas, mantendo-o sob controlo estatal. «Não apenas retiraria dos circuitos do crime comum os 50% a 60% de drogados e pequenos traficantes que para ele contribuem, como reduziria drasticamente a expressão do crime organizado», afirmou o juiz, responsável pela Operação Marquês, sublinhando que o tráfico de drogas é uma das principais fontes de financiamento do crime organizado.

Ora, no fundo, e se bem entendi o sô dótôr, até já alguns dos mais famosos magistrados em Portugal defendem a liberalização das leves (e eu, continuo a defender também algo semelhante para as pesadas). ‘Tá na horinha, não Portugal?

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