500 euros por 10 horas/dia? Só no Pingo Doce !

Num documento interno do Pingo Doce que veio hoje a público, sabe-se agora que o grupo Jerónimo Martins é um bando de filhos-da-“%#$.

Num excelente artigo publicado pela Abril, é mais uma vez explicado como é que o grupo Jerónimo consegue os milhões de lucro que tem conseguido no últimos anos. A saber:

O programa, destinado a «familiares de colaboradores Pingo Doce e JMR (Jerónimo Martins Retalho) de todo o País, excepto ilhas, entre os 18 e os 25 anos», consiste num estágio durante o Verão nas lojas do Algarve, com uma bolsa «no valor líquido de 500 euros» – não havendo qualquer referência à duração do programa.

A troco de menos 57 euros que o salário mínimo nacional, a Jerónimo Martins exige disponibilidade para um «horário rotativo de duas em duas semanas» de dez horas diárias e folgas fixas às quartas e quintas-feiras ou domingos e segundas-feiras. Acrescenta ainda um subsídio de refeição de 5,40 euros em cartão e «alojamento (em quarto partilhado) e refeição extra», mas «apenas para residentes fora da região do Algarve».

«Qualquer falta injustificada, falta de pontualidade, incumprimento de normas e procedimentos internos nas instalações da empresa e/ou do alojamento ou algum acto que ponha em causa a imagem do Pingo Doce ou do Grupo Jerónimo Martins levarão ao abandono imediato do programa sem lugar ao pagamento da bolsa de estágio», termina o documento.

Os lucros da Jerónimo Martins subiram 78% em 2016, para quase 600 milhões de euros. No primeiro trimestre deste ano, a dona da cadeia Pingo Doce lucrou 78 milhões de euros, sensivelmente o mesmo que no mesmo período de 2016.

É caso para dizer, sabe bem, pagar tão pouco.

Share

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Share