Ó não, o Zangado escreveu outro texto longo sobre o dia da Mãe

Breve reflexão num longo texto sobre as mães da minha vida. Feliz dia da Mãe, minhas riquezinhas.

Uma vez, irrompi pelo pipi de minha santa mãe. Foi no corredor do S. João. Trabalhou toda a manhã, tendo posto – vá – uma toalha p’ás águas esperarem.

Quais epidurais.
Estes 3 kilos de orgulho saíram cá para fora graças à parteira atenta que deitou mala e casaco e tudo ao chão e trouxe, mal sabia ela, um homem zangado ao mundo.

Sim, é verdade, isto é para agradecer à senhora minha mãe que pegou pelos colarinhos um velho que me disse coisas estranhas e o ia metendo contentor do lixo dentro. Nunca mais foi visto pelo bairro.

Jamais tive uma nódoa na bata exemplarmente passada-a-ferro pendurada na porta da cozinha todas as manhãs.

Mijou uma pedra-dos-rins. Trabalhou, por duas vezes, até ao enfarte. Teve cancro.

Está absolutamente rija, até demasiado sensualona para a idade dela, e manja de youtube e facebook como os mais talentosos profissionais da área.

É uma anónima seguidora deste espaço.
“ai ó filho eu só meto um gosto no que gosto e no que percebo!!”.

Por isso comprova, diariamente, que o filho faz o mesmo que fazia com sete ou oito anos. “Revistas. Ele gosta de escrever revistas!”.

Que, apesar de não ser doutor e ter um bêéme, faz o que gosta e ainda por cima alegra/deprime o dia às pessoas; o seu, como sabes, maior talento.

Bom, eu daqui a um bocado já lhe vou dar uma beijoca e comer um lanche que ela fez digno do mais real conde. Porque sim, para além de tudo isto, cozinha divinamente.

E por isso, ao acreditar no que Freud diz, a fasquia para a minha pessoa encontrar o amor era altíssima.

A verdade é que a outra mãe na minha vida chegou, viu e venceu.

Nascida e criada em Valongo é, provavelmente, ainda descendente dos romanos que lá minaram ouro.
Metro e sessenta e quatro de pura sensualidade. Trinta e poucos e a meter inveja a muitas de vinte. Preocupada com as coxas mas já lhe expliquei que é dos Crossaints.

Quando acordo a cozinha já foi arrumada e pouco depois tenho um café na cama e um sorriso. Pergunta-me se dormi bem enquanto me distraio com as mamas dela.

Enfim, algo me diz que vamos ser daqueles velhinhos meios ípes que vivem na aldeia de Gojim de Cima, a seguir à casa do Coradinho de Meixeido.

Bom, a Zangada é basicamente o sonho de qualquer gajo. Posso acrescentar mil parágrafos, mas é tão simples quanto isso.

E para além de tudo, é só a mãe mais paciente e espectacular que já vi. Vocês, catraias novas que ainda acham que isso lá vai com ginásio ou maquilhagem, não conhecem o poder sedutor de uma mãe.

É biologia mesmo. Veres alguém cuidar bem de uma cria a que queres bem faz-te sentir com vontade de a levar mas é imediatamente para o quarto e … como estava a dizer; ela não leva aqueles beijos na boca do Zangadinho por acaso. O catraio ama-a mesmo. É a sopa. É os Sunny Bunnies. É os passeios no parque. O colinho. Ui.

E pronto, o parvo do pai a divagar em público e muito provavelmente a estragar as métricas do facebook porque quis mostrar que continua a não saber expressar por palavras o quanto ama a sua Zangada.

#tomaláfresquinho #seforesazangadaestounoquartonu

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