Um dos piores casos de violência infantil que já li aconteceu… claro, em Portugal

Por um lado queria que lesses isto. Por outro acho que mais vale nem ficares enjoado/a ao ponto a que eu fiquei. Enjoado não, perturbado mesmo.

Vamos lá conversar sobre uma coisa; É um cérebro burro em desenvolvimento. Boa parte dos traços de personalidade da criança são DIRECTAMENTE transmitidos pelos pais. Os putos não páram porque lhe berraste ou deste uma sapatada. Param porque têm medo do gigante que lhe prometeu amor eterno e agora o/a está a ameaçar com duas chapadas no focinho. Estamos esclarecidos? Já sei que podes ser de outra opinião mas enfim. A minha é esta.

AGORA, fica a saber que só em 2016, o Instituto de Medicina Legal detectou, nas perícias que fez a menores, indícios de maus tratos perpetrados por pais e mães em 416 casos. 56,3% dos quais sobre raparigas. O maior número de ocorrências registou-se em vítimas entre os 14 e os 17 anos.

E isto são os casos que realmente foram descobertos. Os mais graves, se quiseres.

E AGORA, CRUELDADE AO PONTO DE QUESTIONARES TUDO

Quando os polícias da Escola Segura levaram Mónica (nome fictício) para o hospital os exames médicos revelaram um filme de terror que durava há quase quatro anos. Tinha equimoses por todo o corpo, de vários tons e texturas, consoante a altura em que haviam sido feitas. E se algumas eram de quedas que tinha dado, outras indiciavam agressões. Como se tivessem batido com ela contra uma parede, observou uma técnica do gabinete de apoio ao aluno e à família daquela escola. Também tinha cortes nos pés. Apresentava um atraso global no desenvolvimento e a sua magreza excessiva e olhos encovados denunciavam as privações a que havia estado sujeita.

Havia de se descobrir que o cenário era ainda pior do que se podia imaginar. Enquanto morou com a mãe, na altura com 28 anos, e com o seu companheiro de 27, Mónica vivia por norma enclausurada de castigo no quarto, divisão onde as persianas estavam sempre corridas por se terem estragado, com uma televisão que não funcionava e sem um único brinquedo. Os insultos eram uma constante. A mãe chamava-lhe “mijona, cagona e porca”, e mandava-a para o quarto por não controlar os esfíncteres, ou por não querer comer. Não a deixava conviver com outras crianças.

No Natal de 2014, Mónica ficou naquela divisão uma semana inteira. Não foi sequer autorizada a descer à sala para abrir as prendas. O casal tinha tido uma filha, mais nova, cujo quarto enchera de brinquedos. A 28 de Dezembro permitiram que Mónica interrompesse o castigo para cantar os parabéns à meia-irmã, que fazia anos nesse dia, mas mandaram-na regressar ao quarto às escuras, sem lhe darem sequer uma fatia do bolo de anos.

A menina havia de contar mais tarde a uma educadora social que chegava a ir para as escadas espreitar para ver se a mãe e o padrasto também batiam à meia-irmã. A vizinhança chegou a perguntar por que não vinha Mónica à rua. O cantoneiro respondia o mesmo que aos seus pais, avós emprestados da menina: que não era pai dela, quem mandava era a mãe.

Em Outubro de 2015 as duas irmãs foram internadas num centro de acolhimento temporário da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, local de onde saíram apenas há três meses, para irem morar, pelo menos durante meio ano, com os avós emprestados de Mónica, que são avós biológicos da meia-irmã. (sim, os mesmos avós que durante 6 anos não deram conta de nada!!)

Inscrita no 2.º ano de escolaridade mas ainda a recuperar matéria do 1.º, hoje Mónica é outra, asseguram os avós emprestados, enquanto mostram com orgulho fotos da menina no telemóvel. “Deixou de arrancar o cabelo e em três meses aumentou cinco quilos. Ontem ao jantar comeu oito salsichas”, contabiliza satisfeito o carteiro reformado. Sabiam dos castigos que a isolavam do resto do mundo e chegaram a queixar-se mais de uma vez às autoridades, mas nem um nem outro querem crer que o filho participou activamente nas atrocidades de que ouviram falar. Acham a pena de cinco anos de cadeia, da qual o casal entretanto recorreu, pesada demais.

E isto é só parte do excelente texto que a Ana Henriques revelou hoje no jornal público. O único problema é o título:

Cinco anos de prisão: uma pena exemplar para casal que maltratava menina

Uma pena exemplar seriam estes dois grandessíssimos serem obrigados a limpar as casas-de-banho do IPO durante 50 anos. A ver se não ficavam melhores dos cornos.

E já agora, vizinha de cima, voltas a chamar ao teu próprio filho “filho-da-puta” (coitada, não prima pela inteligência) palavra que chamo a polícia, caso alguém me atenda a chamada no 112, claro.

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