Tirar os brinquedos às crianças evita que… se metam na droga?

Eu sei do que falo. Tirar os brinquedos a um puto é praticamente impossível. Mas os Alemães acham que não e que até evita que se metam nas drogas.

É, eu sei. Mas se ainda assim queres saber mais: Algumas creches em Berlim, Alemanha, estão a implementar um programa que visa deixar as crianças sem bonecos, carrinhos e blocos para criarem bons hábitos, sabendo assim contornar o tédio e evitar as drogas.

Eu sei, faz imenso sentido.

Durante três meses, as crianças, entre os três e os cinco anos, brincaram numa sala vazia de brinquedos, apenas com cobertores, almofadas e cadeiras. Os pais foram informados com antecedência e os educadores não poderam intervir, só observar.

“Sem brinquedos, as crianças têm tempo para desenvolver as suas próprias ideias”, disse à revista The Atlantic, Elisabeth Seifert. No shit ó Sherlóc. Estão a morrer de tédio numa sala sem brinquedos, têm de inventar!

A pedido dos pais, algumas escolas alteraram o programa e reduziram-no para seis semanas, outras estipulam apenas um dia por semana sem brinquedos. É que os miúdos começaram a recusar-se irem para escola. Chocante, eu sei.

A ideia surgiu nos anos 80 em centros de tratamento de toxicodependentes. Ninguém diria, não é?

Os especialistas detectaram que muitos dos doentes tinham hábitos que criaram na infância, nomeadamente usar os brinquedos para distraí-los de sentimentos negativos.

O programa, que já foi adoptado na Suíça, Áustria e levantou interesse na China, tem os seus críticos. “Não dar brinquedos a crianças é uma forma de abuso infantil. A privação pode provocar sentimentos de insegurança e baixa auto-estima”, disse o professor de psicologia da Universidade de Passau, Hans Mogel.

Eu cá tenho uma teoria: a prosperidade económica de uma Alemanha ou de uma China tem um preço que poucos parecem reparar. É que gostem ou não de o reconhecer, estes povos ficam meio-avariados no que a senso comum diz respeito. Leave the kids alone pa!

Pelo menos com crianças devias sentir empatia, afinal, já foste uma. Agora não. Agora és um adulto. Muito responsável. Muito muito.

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