Cientistas Atómicos adiam o Relógio do Apocalipse

O Bulletin of Atomic Scientists acaba de anunciar: o Relógio do Juízo Final está, neste momento, a dois minutos e meio para a meia-noite.

O relógio do Apocalipse foi criado em 1947 para mostrar, simbolicamente, quanto tempo faltava para a civilização enfrentar uma catástrofe global.

Para efeitos de emersão sugiro fortemente que carregues em play, e vás lendo ao som. Resulta melhor, juro:

Este relógio marca agora dois minutos e meio para meia-noite (hora a que vai tudo com os porcos), indicando que vivemos uma situação mais perigosa que a da Guerra Fria, o último período da história em que o ponteiro dos minutos esteve tão avançado.

Podes consultar os avanços e recuos deste temível ponteiro do juízo final aqui.

É gerido por um grupo de cientistas que ajudaram a desenvolver a bomba atómica (irónico quanto baste não é?) e conta actualmente com 18 prémios Nobel entre os seus directores e patrocinadores.

A altura com maior perigo foi em 1953, com o relógio nos 23:58 (muito semelhante à posição onde se encontra actualmente) por causa do teste da primeira bomba atómica russa. O maior avanço de ponteiros, de cinco minutos, registou-se em 1968, com a guerra do Vietname e os testes nucleares da França e da China, e também em 1998, quando Índia e Paquistão também começam a testar o seu armamento.

Desde a sua criação, o relógio do Apocalipse viu os seus ponteiros moverem-se 22 vezes em resposta a acontecimentos mundiais. E agora…

De quem é a culpa? De Trump, claro

Recorde-se que o republicano considera as alterações climáticas “uma farsa”, tendo já anunciado que os EUA vão abandonar a sua política de redução de energias poluentes e retomar as perfurações do petróleo e gás de xisto. (Uuuuupi!)

Também admitiu poder ordenar o uso de bombas nucleares, nomeadamente no Médio Oriente. Questionado sobre se usaria uma bomba na Europa, a resposta foi “não vou tirar essa hipótese de cima da mesa”.

Olha, eu, na minha opinião, acho que isto a acontecer e o LSD ainda não se vender nas grandes superfícies a retalho está mal. Muito mal.

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