O poema inédito de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa faz hoje anos. Sim, faz. Quando se tem uma obra como a dele, a morte passa ao lado. E ainda por cima, descobriu-se um poema inédito.

“Ai pronto, lá vem este falar do Fernando”. Calma. Isto não é mais um texto sobre o Fernando Pessoa e como és uma autêntica besta se ainda não leste TUDO o que escreveu.

É verdade que se exagera muito em “o melhor de todos os tempos” mas o Nandito merece mesmo estar, pelo menos, incluído em tal lista.

Toda a história sobre este poema pode ser lida aqui. Entretanto, o tal poema:

Cada palavra dita é a voz de um morto.
Aniquilou-se quem se não velou
Quem na voz, não em si, viveu absorto.
Se ser Homem é pouco, e grande só
Em dar voz ao valor das nossas penas
E ao que de sonho e nosso fica em nós
Do universo que por nós roçou
Se é maior ser um Deus, que diz apenas
Com a vida o que o Homem com a voz:
Maior ainda é ser como o Destino
Que tem o silêncio por seu hino
E cuja face nunca se mostrou.

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