Li hoje Pedro Chagas Freitas pela primeira vez

Li hoje Pedro Chagas Freitas pela primeira vez. Não um livro que tenho mais do que fazer ao dinheiro, mas a sua crónica sobre… wait for it… o amor.

Já tinha ouvido falar da criatura especialmente porque gasta uma fortuna em anúncios do Facebook a promover-se. E como todos sabemos, tudo o que precisa de muita publicidade paga, é sempre bom.

Hoje vi que fez a sua primeira crónica para a revista Flash, uma espécie de Correio da Manhã mas com menos uso das palavras “violação” e “morte”. Decidi (reticências) ler.

Li os seus curtos parágrafos, como quem tem medo de desenvolver ideias demasiado longas; Li até as frases em negrito como quem diz para si mesmo ao escrever “ai esta vou meter em imagem que terá logo muitas partilhas no Face!”; Até tentei perceber onde é que a criatura queria chegar com tal série de insights à mente dele e dela e sabe-se lá mais quem porque o homem, na verdade, não sabe escrever.

Diz que é o amor que salva. Que é o amor que vale a pena. Ó filho, conta-me uma nova, credo. Isso qualquer símio que tenha gasto umas horas a pensar na vida compreende sem precisar de tanta palha.

Ao menos diz que lhe rasgaste o vestido e a encostaste a uma parede. Olha o 50 sombras que molhou tantas… páginas, com bullshit. Ou faz como o Gustavo e traduz de autores melhores do que tu. Aquele da pita que está a morrer de cancro e tem um pito adolescente que – como acontece na realidade – fica com ela até ao fim.

“Ai a atacar o mocinho! Fazes melhor se calhar!! Deixa as pessoas gostarem do que quiserem”

Deixo escola da vida, deixo. Mas lê só isto que escrevi

Ela sabia… no fundo ela sabia que queria somente ler coisas simples que não lhe cansassem a beleza. Como se estivessem escritas em código que só ela, apenas ela, sabia desvendar.

Não considerava que estava a gastar a retina em livros que nada lhe acrescentavam ao intelecto… Ela, sei lá… queria ser amada e ponto, ponto. E ponto atrás de ponto fazia as reticências com que preencheria o seu futuro… todo ele feito por gajos que a consideravam vazia, e por isso, a traiam com a porca da contabilista.

Talvez… talvez fosse esse o destino dela… ser mais um número, apenas um número, nesta grande equação, que é a vida.

In Livro de Título Curto e Capa Apelativa, por Gajo com Óculos de Massa

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