As operadoras de telecomunicações e o fim (?!) das fidelizações

As infames fidelizações de 24 meses das operadoras de telecomunicações portuguesas vão mudar. E se achas que é para melhor, mais informo que também não existe Pai Natal.

Segundo a recente alteração à lei de período de fidelização nas telecomunicações, mantêm-se os 2 anos mas as operadoras são agora obrigadas a apresentar ofertas de seis e 12 meses e até sem fidelização.

O que é que isto quer dizer na prática? Que os preços caros se irão manter nas fidelizações a 24 meses, que as de um ano serão mil vezes piores e que as sem fidelização serão tão vantajosas como meter paus de castanheiro próstata a cima.

Continuará, claro, a não existir qualquer hipótese de contratares apenas um serviço de Internet, tendo de levar com os packs do costume.

TODA A VERDADE E NADA MAIS DO QUE ISSO

A Anacom (entidade que regula a coisa) é uma anedota. A DECO só te quer é vender Tablets. E qualquer pessoa que tenha trabalhado num call-center (ainda que sejam obrigados a assinar um contracto de “ai de ti se te chibas do que se passa aqui dentro!”) sabe perfeitamente que a ideia é reter gado pagante pelo maior número de tempo possível.

Sabe também que as redes combinam entre si tarifários, ficando tudo muito semelhante. Resta pagar aos pacóvios que lhe fazem publicidade e claro, estudos que garantem a melhor velocidade e ou melhor atendimento ao cliente (lol).

Desde a maravilhosa PT / MEO que activava serviços gratuitos durante 90 dias para depois nunca os desactivar e cobrar a peso de ouro até que os parvos dessem conta, passando pela NOS e os seus sistemas de “ai não quer mais uma box?”, até à Vodafone (os menos ladrões deles todos, ainda assim más pessoas no geral).

A verdade é que estamos bem lixados no que a telecomunicações diz respeito, ficando a garantia que nada irá mudar para melhor.

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