Ana Lourenço não trabalha a recibos-verdes

Impedida por lei de contratar pessoal para os seus quadros, a RTP terá pedido ao ministério das finanças uma excepção para Ana Lourenço. As centenas de colegas dela a recibos-verdes, é que não acharam piada.

Pivôs. Essa raça superior de jornalistas simétricos o suficiente para aparecerem na televisão. Muitos dizem que valem o seu peso em ouro, outros dizem que são os que menos fazem na redacção toda. Eu acho que se lhes deres água depois da meia-noite terás consequências.

O bastião do jornalismo em Portugal, Correio da Manhã, levou uma chapada do canal público pago por todos nós. Questionou e fonte oficial da RTP disse que a empresa nada mais tem a dizer além do anúncio da contratação de Ana Lourenço. Ou seja, “ide levar nele CM”.

No entanto, a chibadela foi automática já que não é a primeira vez que seres mitológicos passam à frente dos que andam por lá a recibos-verdes. No ano passado, por exemplo, Daniel Deusdado, diretor de programas da RTP, e João Paulo Baltasar, diretor de informação da rádio, foram também alvo desta excepção.

A RTP, como qualquer empresa pública, tem centenas de trabalhadores – a administração nunca revelou quantos – a recibos verdes.
Não é o caso dos seguintes: Fátima Campos Ferreira (10 mil euros mensais), Catarina Furtado (30 mil euros), Fernando Mendes (20 mil euros), José Carlos Malato (20 mil euros), Maria Elisa (7 mil euros), Jorge Gabriel (18 mil euros), Sónia Araújo (14 mil euros), João Baião (15 mil euros), Tânia Ribas de Oliveira (10 mil euros) ou Sílvia Alberto (15 mil euros), entre outros.
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