Porque é que a língua portuguesa odeia Mulheres

A língua portuguesa odeia as mulheres, Zangado? Achas que não? “Isso é que é uma mulher com tomates!!” Vamos mudar esta expressão, que não faz sentido nenhum. Há poucas coisas mais sensíveis e fracas que testículos. Forte é a vagina!

Que resiste a um parto, sangramentos mensais, ordenados mais baixos que os homens, cuecas para lá de desconfortáveis e claro, encontrões de tomates sensíveis.

Passemos por isso a dizer, “isso é que é um homem com vagina!!”

Não confundir com “ser um conas”, mais uma vez, reforçando na linguagem que as conas são fracas, quando todos sabemos que é por causa delas que o mundo gira.

“Ó Zangado, estás a insinuar que a língua portuguesa tem machismo inerente?”

Estou, estou. Aliás ,sabemos que o português e as suas regras estiveram, praticamente em pleno, controladas pela igreja (os únicos letrados até 1900 e troca o passo). E, como é óbvio, isso não poderia beneficiar essas comedoras de maçãs proibidas que são as mulheres.

Pensamos com as palavras que dizemos. Da expressão “minha mulher” ou  “comer” até “atrás de um grande homem está sempre uma grande mulher” e mesmo o subtil “o teu marido ajuda em casa?”, a nossa adorável língua está desenhada para rebaixar a mulher.

E não só no português. O mesmo acontece no Inglês, Alemão e imagino que noutras línguas. Vamos por isso deixar de ser parvos e pensar no e como dizemos? Super-agradecido.

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