Estarão realmente as redes sociais cheias de idiotas?

Lá consegui eu extrair o primeiro post útil desta semana no facebook do Nuno Markl. Neste caso um artigo sobre como Umberto Eco achava que as redes sociais estão cheias de idiotas. Como apreciador de Kant, achei melhor aprofundarmos esta interessante questão.

“Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prémio Nobel”, disse o Eco, Eco. Eco.

Antes de mais; o que define um imbecil? Ou melhor ainda; o que faz de alguém um não imbecil? Se ainda não chegaste lá, fica pior.

Sendo meras máquinas biológicas com ilusão de consciência (#incha), não será também uma ilusão achar-nos “não imbecis”? Afinal, num mundo regido por dinheiro, não deverá ser essa a derradeira forma de medir inteligência? Para o Trump resulta.

Pegando em filósofos ainda mais antigos, uma das máximas da minha existência, é que ninguém é mais inteligente do que os outros. Aliás, este seria o primeiro passo para uma sociedade realmente civilizada. Perceber que sem padeiro – que bebe umas jolas e fuma uns canhões – jamais o neuro-cirurgião ou até um “humorista” teriam o seu pãozinho.

A ideia de elites intelectuais só forma idiotas com a mania que não o são. E, pela primeira vez neste calhau flutuante à mercê de ondas gravitacionais (oi?) há – não graças só às redes sociais mas à Internet – a oportunidade de curar, lentamente claro, a profunda ignorância que nos premeia a TODOS.

Voltar a ter escravos que não sabem ler a servir cagões que nunca trabalharam na vida, isso sim, é imbecil.

A Internet permite – a quem dela quer fazer bom uso – obter conhecimento para lá de Action Figures e Gatinhos. Eu, pessoa que de bom grado abandonou o sistema de ensino logo que conseguiu, obtive praticamente tudo o que sei graças à Internet. E nunca os imbecis que nela andam mo impediram de fazer. Aliás, só me deram vontade de o fazer mais e melhor.

Numa sociedade em que a democracia não passa de uma ilusão – só votar e reproduzir quem tiver QI’s superiores a 140, que tal? – a Internet é ainda a única esperança para verdadeira justiça e igualdade. E igualdade é isso mesmo. Termos todos voto na matéria, seja a nossa opinião, esclarecida ou não. Tenhamos ganho um prestiado Nobel ou mesmo um Globo de Ouro!

Por isso, Umberto e restantes “ai que eu sou mesmo muito mais inteligente que a maioria”, as ceifeiras estão protegidas e têm direito a viver e a dizer o que quiserem. Vocês, eu e todos, temos o direito de ouvir, ou não.

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