PSP Filipe Silva recebe 90 dias de férias, aliás, de suspensão como castigo

Finalmente, justiça. O caso das agressões do subcomissário Filipe Silva a um adepto em Guimarães, a 17 de maio, já foi investigado e os resultados do inquérito da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) e propõe que o comandante da Esquadra de Investigação Criminal de Guimarães seja suspenso preventivamente de funções durante três longos meses.

Um dos argumentos que pesam a favor deste oficial da PSP é o facto de poucos dias antes dos incidentes à porta do estádio D. Afonso Henriques lhe ter sido proposto um louvor pelo trabalho prestado em Guimarães. E é o único, já que interrogado pela IGAI uma semana depois dos acontecimentos em Guimarães, o subcomissário Filipe Silva manteve a versão que tinha redigido no auto de detenção, alegando que José Magalhães o injuriou e lhe cuspiu na cara, “adotando um comportamento hostil”. E por isso agrediu-o com um cassetete e depois com um bastão, legitimando os actos de violência sobre o empresário de 42 anos, à frente dos dois filhos de 9 e 13 anos e do sogro que também levou dois socos.

Os inspetores ouviram outras testemunhas (entre polícias e civis) e terão considerado que a força usada pelo comandante de Guimarães foi desproporcional aos atos do adepto, que sempre negou as cuspidelas.

As orientações da PSP são claras: a única reação admissível para um caso de injúrias (cuspir é considerado injúria) é a ordem de prisão. E se o adepto resistisse à detenção, o polícia só poderia usar o bastão para o controlar, e nunca para bater, como as imagens mostram.

Reforçar ainda que Filipe Silva continua em funções e a ir a jantares da PSP como se nada tivesse acontecido. Agora será a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, a decidir.

Mais um facto curioso: A PSP expulsou treze elementos nos dois últimos anos por crimes como corrupção, extorsão e roubo. Já agressão a cidadãos, este é o primeiro caso, apesar de, por exemplo, os polícias filmados no Marquês de Pombal terem vistos a insultar, a agredir e a lançar garrafas aos adeptos encarnados durante os festejos do ‘bicampeonato’ do Benfica.

Filipe Silva continua sem Facebook (apagou-o no mesmo dia do espancamento) por isso não o consegui contactar mas aposto que se ele me apanhar, me contacta bastante.

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