Paulo Pereira Cristóvão dos Templários à Pulseira Electrónica

Antes de mais, não, não é uma fotografia de Carnaval. Paulo Pereira Cristóvão é um caso à parte. Ex-inspector da Polícia Judiciária, antigo vice-presidente do Sporting, Gagnsta da JuveLeo, escritor de livros sobre casos mediáticos de crianças desaparecidas, líder de uma rede de espionagem e claro, Templário! Uma personagem fascinante para conhecer melhor aqui.

Paulo Pereira Cristóvão deixou finalmente a companhia de José Sócrates e está agora livre, leve e solto. Leve nem por isso porque saiu da cadeia de Évora com pulseira electrónica, mas já pronto a retomar o seu peculiar estilo de vida.

Enquanto vice-presidente no Sporting criou uma rede de espionagem a jogadores e árbitros e sabia tudo o que faziam, desde as noitadas às dívidas financeiras, recorrendo a empresas, uma delas encabeçada por um antigo empregado seu na Primuslex, empresa que criou quando saiu da PJ para fazer business intelligence, seja lá o que isso for. Mas não se ficou por aqui.

Tornou-se mediático ao comentar casos de polícia na televisão, criou a Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas com o amigo e advogado Pragal Colaço, com quem se incompatibilizou. Escreveu ainda cinco livros, três deles sobre crianças desaparecidas: Joana, Maddie e Rui Pedro (desaparecido em Lousada). Quanto às restantes obras, uma é sobre os casos mediáticos do futebol nacional e a outra um romance sobre o lado obscuro e corrupto da PJ.

Quando estava na Judiciária, Pereira Cristóvão chegou a ser acusado de torturar Leonor Cipriano, a algarvia condenada pela morte da filha Joana, mas foi ilibado.

Ilibação é o que parece também acontecer às acusações em comunicado emitido pela Polícia Judiciária há três meses, que Pereira Cristóvão integrava uma organização criminosa, não participando directamente nos assaltos. Para se introduzirem nas casas, os operacionais do grupo fingiam estar a levar a cabo acções policiais para cumprimento de buscas domiciliárias ordenadas pela justiça. Os ladrões apresentavam-se fardados de polícias – três dos suspeitos são agentes da PSP – e terão mesmo chegado a falsificar mandados de busca.

Mas! ainda há mais. Ó, muito mais!

Em Outubro de 2014, o antigo dirigente do Sporting, sabe o jornal SOL, foi iniciado numa ordem templária, uma organização de cavalaria.

Mas depressa entrou em conflito com os responsáveis da instituição e oito semanas depois acabou por sair. Antes disso, ainda tentou criar e liderar uma comendadoria em Lisboa (grupo de Templários), onde queria agregar pessoas influentes para aumentar e fortalecer a sua rede de contactos.

Pelo meio da sua incursão no mundo dos Templários, Paulo Pereira Cristóvão constituiu, em Novembro, uma associação humanitária: chama-se Umas Horas Pelos Outros (UHPO) e distribui refeições quentes aos sem-abrigo. Além disso, promove outro tipo de apoio (como cuidados médicos e de higiene aos carenciados), patrocinado por personalidades do mundo artístico e do futebol. O arguido criou a organização com um grupo de amigos, entre os quais Anabela Melão, uma empresária que saiu com ele da ordem templária.

E é isto. Vamos aguardar com ansiedade os próximos passos deste Robin dos Bosques traçado a James Bond. Algo me diz, que ele não se fica por aqui.

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