Vaticano em Crise: Lucro de 2014 nem chegou aos 70 milhões

Se pensavas que nunca irias ver 69 e Papa na mesma frase, bem vindo-do a este espaço. Mas é verdade, o Papa Chico só facturou 69 milhões de euros no ano passado trazendo à memória o terrível dilema da Igreja Católica para o século 21: e quando morrerem os velhos todos, quem nos vai deixar heranças?

Ainda assim, há quem refira que as contas são um milagre, já que os lucros cresceram, ainda assim, duas dúzias de vezes. O Instituto para as Obras Religiosas (IOR), mais conhecido como o Banco do Vaticano, publicou as contas de 2014. A instituição fechou o ano passado com lucros de 69,3 milhões de euros, um valor 24 vezes superior face aos 2,9 milhões registados em 2013.

O sucesso é, para além de patrocinado por Deus, causa da redução de despesas e receitas com atividade de trading. Sim, na Bolsa. De acordo com a instituição, as despesas foram reduzidas de 32 milhões de euros para os 29 milhões no final do ano passado, enquanto que as operações de trading (ativos em carteira negociados nos mercados) permitiram receitas de 37 milhões de euros em 2014, mais do dobro dos homólogos 17 milhões. Exacto. Em ações. Na Bolsa.

Ah! Já me esquecia: finalizar só com a informação que em 2013, contas tinham sido penalizadas por custos e despesas, bem como por perdas com investimentos. Desde então, a instituição apertou os padrões de regulação e encerrou várias contas que estavam classificadas como “contas adormecidas”, que não respeitavam as regras contra a lavagem de dinheiro, com um saldo pequeno ou sem atividade há algum tempo.

De referir ainda este vídeo, onde – mais para o fim – um padre diz que o Papa só vem a Fátima quando é preciso dinheiro.

 

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