Padre Sousa: O Jorge Jesus dos Exorcismos

Aprendeu com o exorcista oficial do Vaticano™ e desde 2008 que faz exorcismos todas as sextas-feiras em Lamego. Diz que já lhe passaram pelas mãos mais de 200 casos graves, alguns enviados por psiquiatras e tudo.

Descobri isto num artigo do Jornal I (que recomendo a leitura completa clicando aqui) e confesso que nunca pensei que tivemos por cá um CR7 do Exorcismo, mas pelos vistos temos.

Diz ele que nos últimos oito anos atendeu, numa casa nas traseiras do Santuário de Lamego, mais de 200 possessões graves – casos em que foram precisas várias sessões de exorcismo. Desses, cerca de 150 já estão resolvidos e 60 continuam a dar trabalho. Todas as semanas recebe mais de 50 pedidos de ajuda, que chegam por carta e email, mas só atende os seis mais graves. O sétimo, lixa-se que fica com Belial no corpo.

Diz ainda que: Quase todas as pessoas que lhe escrevem, desesperadas e com sintomas estranhos, são católicas não praticantes. E a maioria andou em bruxos, adivinhos e videntes. Outras foram vítimas de bruxarias.

Sousa Lara trabalha de perto com um psiquiatra e um psicólogo, com quem discute os casos. E que lhe enviam pacientes que não conseguem tratar. “Pessoas que, mesmo debaixo de medicação fortíssima, continuam a desmaiar ou a ter distúrbios muito graves”, conta. Com o avançar das sessões, os sintomas começam a desaparecer porque o demónio vai enfraquecendo, até decidir ir-se embora. – confirma

Há quem precise de ser amarrado (Sousa Lara tem uma cama de hospital para as situações mais delicadas) e que, mesmo assim, tenha de ser segurado por várias pessoas. “Ganham uma força inexplicável”, descreve. No exorcismo, é o diabo quem fala pela pessoa. Grita, ameaça, cospe, morde, goza. “Alguns até cantam.”(estão explicados alguns concorrentes do ídolos, portanto).

No entanto, nem tudo é bonito e até com os vizinhos teve problemas, como conta: Há oito anos, quando começou a fazer os exorcismos, as freiras que vivem na parte de cima do edifício queixaram-se. Aquilo não podia continuar: todos os dias, um aparelho eléctrico diferente rebentava: ora era o microondas, ora a máquina de lavar. Até que o quadro eléctrico da casa pura e simplesmente ardeu. “Fui lá, rezei com elas e nunca mais voltou a haver problemas”, conta o exorcista. Ou seja, não só tira o diabo do corpo como faz uns biscates de eletricista.

Duarte Sousa Lara está prestes a fazer 40 anos e, até aos 20 e poucos, nunca tinha pensado em ser padre. Muito menos imaginava tornar-se exorcista. Era um menino da Linha de Cascais e o mais velho de cinco irmãos de uma família rica. Cresceu no Estoril, ao pé da praia, e quando acabou o curso de Gestão na Universidade Católica, o pai arranjou-lhe um lugar na administração de um grande banco. Por essa altura, pensava casar, queria ter dez filhos e comprar uma quinta com uma pista de motocrosse.(a história é ainda mais fascinante mas demasiado longa para estes lados)

Também hoje, igualmente o Jornal I, fala-nos de Aldina Cardeal que fez 6 exorcismos e agora está, como se irá perceber, muito melhor.

aldina-cardeal-exorcisada
Em Agosto de 2010, poucos dias depois de fazer 33 anos e a seguir a um curso ligado à Nova Era, Aldina teve a primeira perturbação diabólica: sentiu uma presença constante e forte. De noite, não dormia com medo e, de dia, era perseguida por um peso “extraordinário, como se carregasse o mundo às costas”. Por esses dias, começaram os pesadelos. “Tão fortes, que acordava aos gritos.” (não, nada a ver com depressão, eram demónios mesmo)

De regresso de umas férias e à chegada ao Porto, entrou numa igreja. Pediu ajuda a Deus. E o que se seguiu, garante Aldina, foi “uma batalha contra o mal”. As manifestações passaram a ser quase diárias: “Ficava com uma força sobrenatural, falava em línguas estranhas, dava arrotos fortíssimos, o cabelo ficava em pé e todo embaraçado, a barriga inchava ao ponto de parecer grávida de meses, não suportava olhar para a cruz de Cristo.”

E por aí a fora. Não te vou cansar mais com isto a menos que queiras saber detalhes tão bons quanto:

Aldina ficou assustada. Da terceira vez que foi ao terreiro e a seguir a um ritual, os médiuns começaram a incorporar espíritos. Naquele dia, os homens estavam vestidos de dráculas e as mulheres de prostitutas. Fumava-se e bebia-se muito. Tudo diferente da primeira vez, em que os mesmos médiuns apareceram vestidos de branco e o ambiente “parecia encantador”. No momento em que quis ir embora para não voltar mais, uma força sobrenatural empurrou-a contra uma parede. “Voei, não sei como aconteceu.”

Eu sei que queres ler tudo. Vai aqui porque não só não tenho paciência para mais, como já estou a dar uns arrotos muito suspeitos.

 

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