Onde me estão a enganar agora? Sites de Férias mais caros que os Hotéis

Afinal haviam razões para o medo, e talvez os rumores não fossem falsos. Os sites de reservas de hotéis não só querem dar-nos férias espetaculares mas também querem lucrar com isso. A defesa do consumidor (que usa métodos de spam para se promover) escreveu imenso texto a explicar. Aqui fica ele:

A Deco procurou reservar um quarto para duas pessoas, em Lisboa, para passar uma noite de um fim de semana, em abril. Para tal, escolheu 10 portais de reservas, entre os mais frequentes quando se faz uma pesquisa, tais como o Booking, Hoteis, entre outros.
Em cada uma das plataformas escolheu 10 hotéis, de preferência entre os que anunciavam preços com desconto ou um reduzido número de quartos disponíveis, e foi considerado o preço mais baixo.
Para os casos em que os hotéis tinham portal de reservas a Deco fez também simulação e contactou diretamente para verificar disponibilidades e qual a melhor oferta. Além disso, quando numa plataforma tinham um preço de um hotel, a Deco procurou o mesmo hotel mas no site de alojamentos Trivago e no Google.

“Dos 100 hotéis para os quais pesquisámos preços, apenas em 21 o valor inicialmente encontrado no portal de reservas era o mais baixo dos valores obtidos. Nas restantes 79 unidades conseguimos encontrar, pelo menos, um preço mais baixo (58) ou, no mínimo, igual (21) ao proposto pela plataforma inicial”, adianta o estudo.
Nos casos em que descobriram um valor mais baixo (25), ou seja, quase metade, esse preço foi conseguido junto do hotel, através do site ou por telefone. No Booking, a Deco deparou-se mesmo com um quarto euro 70 euros mais caro do que reservando diretamente ao hotel.
Outras das características destas ofertas prende-se com o pequeno almoço e cancelamento. “Quando ligámos para os hotéis, com frequência, as tarifas propostas eram superiores por incluírem o pequeno-almoço ou ser possível cancelar, sem custos, dentro de determinado prazo. No Booking, por exemplo, encontrámos um quarto por euro 78 euros, não reembolsável e sem refeições. No hotel, o mesmo quarto, com cancelamento gratuito e pequeno-almoço, custava 80 euros.”

A Deco alerta para as indicações “poupe 34%” ou “ofertas imperdíveis” que podem não ser para levar a sério. “Apesar de parecer muito tentador um quarto que estava marcado a euro 500 ficar por euro 200 euros, como encontrámos no Agoda, a verdade é que, na maioria dos casos, não conseguimos descobrir de onde vem o valor que serve de base ao cálculo do desconto ou não é evidente para o consumidor”, refere o estudo. A Deco recomenda para que os consumidores pesquisem em várias plataformas, contactem o hotel e avaliem todas as condições.

Em suma, queres férias? Pagas.

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