O maior vencedor do Euromilhões em Portugal? O Estado.

Depois de mais um Jackpot em Portugal, investiguei a fundo isso do Euromilhões. O que descobri é tão ou mais assustador que a Felícia Cabrita.

Pois é, pois é. A máfia do jogo, ou Santa Casa como é conhecida, volta a atacar. Pensa bem nisto:

Se podes não pagar impostos porque és a igreja e gerir um negócio milionário sem hipotéses matemáticas de dar prejuízo com o pretexto que ajudas meia-dúzia de pobres? Sim, mas tens de pagar aos Boys. Isto, claro, no tempo do Totoloto. Hoje, até nisso, globalizamos e competimos com Alemães e Belgas na rifa.

Chega agora perto de 100 milhões de euros que o estado português arrecadou dos novos milionários que o gastam todo em grandes vivendas construídas por empreiteiros lavajões que, por sua vez, o gastam todo nas casas de alterne. E depois? Foge o dinheiro para o Brasil.

Bom, posto isto, fui investigar se vale ou não a pena, ainda assim, pagar tal quantia. Pelos vistos, é impossível não o fazer. Antes de receber o prémio, o dinheiro para as finanças é de imediato descontado. Depois surgem os contactos de “gestores premium de contas exclusive” a ligar dos bancos.

A juntar a isto, se souberes que o valor esperado do prémio obtido com um investimento de dois euros é de 1,91 euros, ou seja, um prejuízo de 4,5%. Se o fisco não cobrasse a taxa de 20% de Imposto do Selo sobre os prémios superiores a cinco mil euros, o valor esperado do jogo deixaria de ser negativo. Subiria para 2,25 euros. No entanto, se quiseres aguentar até o valor esperado do prémio ser positivo, aguarda por um jackpot que ultrapasse 203 milhões de euros. Este número assume os valores médios atribuídos aos segundos até aos décimos terceiros prémios dos últimos 20 sorteios.

De qualquer maneira, algum cálculo combinatório mostra que a probabilidade de não lhe sair nada numa aposta é sempre de 92,2%.

Concluir apenas que é mais provável ter gémeos siameses ou ser morto por um tubarão, do que ganhar o primeiro prémio do euromilhões. Agora vai lá para a fila, que só não sai a quem não joga. (TM Santa Casa da Misericórdia Jogos de Portugal, Inc).

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