GNR julgado por apertar o pescoço a um subordinado

Não têm sido dias fáceis para a GNR. Depois de um agente ter sido condenado por fazer uns strips com a farda e restante equipamento (o que poderia correr mal com uma arma carregada e 20 fêmeas com uma overdose de estrogénio?), chega agora mais uma polémica decisão de tribunal.  Na origem da desavença esteve a mudança de um pneu.

O sargento da GNR Domingos Godinho, ex-comandante do posto da Costa da Caparica, começou ontem a ser julgado, no Tribunal de Almada, acusado de tentativa de estrangulamento a um subordinado. “Ele veio na minha direção e apertou-me o pescoço”, acusa a vítima.

Tudo terá acontecido a 19 de fevereiro de 2011, na sequência da substituição de um pneu de um carro-patrulha. O acusado nega a agressão.
Segundo declarou em tribunal, o sargento mandou chamar “três vezes” Nelson Beijinha, a quem acusa de “ignorar” as suas ordens. “Fiquei à espera e ele não veio. Estava a ver TV”, refere, acrescentando que este chegou a passar por ele sem dar qualquer justificação.

“Num gesto rápido e feroz, veio na minha direção e apertou-me aqui [pescoço]”, conta, por seu lado, o queixoso, apontando a zona da agressão. “Gritava comigo e não me olhava diretamente”, acrescenta. A vítima foi ao hospital e entrou de baixa médica. O julgamento prossegue no dia 16 e a nossa confiança nos profissionais da GNR é cada vez mais justificada.

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